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Na manhã de terça-feira (30), Khauany Freitas, de 18 anos, celebrou a conquista de uma vaga na Universidade Federal Fluminense (UFF) ao visualizar a mensagem tão aguardada no site do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O anúncio foi compartilhado nas redes sociais, onde expressou sua gratidão a Deus e às pessoas que a apoiaram. No entanto, a alegria transformou-se em desespero no dia seguinte, quando, devido a um erro do Ministério da Educação (MEC), Khauany e outros candidatos “perderam” suas vagas.
O resultado do Sisu, inicialmente previsto para 30 de janeiro, foi antecipado para alguns estudantes que conseguiram acessar a lista de aprovados na manhã daquele dia. No entanto, a instabilidade no site levou à suspensão temporária. Às 20h do mesmo dia, o MEC anunciou problemas técnicos, adiando a divulgação para 31 de janeiro. Quando os resultados finais foram publicados, na quarta-feira, a classificação havia sido alterada, causando confusão e decepção entre os estudantes. O MEC admitiu em nota, na sexta-feira (2), que houve uma “divulgação indevida de resultados provisórios” durante 25 minutos, destacando que a situação está sendo rigorosamente investigada.
Maria Eduarda Xavier, de 19 anos, viu seu sonho desmoronar ao perceber que seu nome “desapareceu” da lista de aprovados em engenharia ambiental no Cefet-MG. Kamilly Giovanna, 19 anos, de Lagarto (SE), experimentou a dor de ver sua colocação na lista de aprovados em estatística na UFS ser revertida para “não selecionada na chamada regular”. Ambas compartilham o impacto emocional devastador de acreditar na conquista da vaga, apenas para terem seus sonhos desfeitos no dia seguinte.

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A incerteza paira sobre os destinos desses estudantes. Khauany, Maria Eduarda e Kamilly enfrentam dilemas sobre o futuro acadêmico, com sentimentos de frustração, ansiedade e angústia.
Este episódio destaca a importância da transparência nos processos seletivos e a necessidade de ações eficazes para corrigir erros, não apenas em nome dos estudantes afetados, mas também para preservar a confiança no sistema educacional.
