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O número de vítimas de feminicídio no Distrito Federal cresceu 350% em 2023. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), divulgados nesta segunda-feira (3), mostram que, este ano, nove mulheres foram assassinadas por questões de gênero.
De acordo com o relatório, os crimes ocorreram entre janeiro e março de 2023. Em igual período no ano passado, foram registrados dois casos.
Além disso, as tentativas de feminicídio aumentaram 120%. No ano passado, foram cinco registros e, este ano, a pasta computou 11 casos.
Por outro lado, houve redução nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Em 2022, foram 17.311 registros e, este ano, ocorreram 2.619 crimes desse tipo, ou seja, o número caiu 84%.
A SSP informou ainda que 62,2% dos feminicídios e 63,25% das violências doméstica e familiar ocorreram no local onde a vítima mora.
O número 129, opção 2, funcionará em parceria com a Defensoria Pública do DF. A linha funciona de 9h às 17h, de segunda a sexta-feira, mas a pasta pretende ampliar o serviço futuramente.
O anúncio foi feito durante a entrega do relatório final da força-tarefa criada pelo GDF para propor políticas públicas de prevenção do feminicídio, proteção, acolhimento, e eliminação de formas de discriminação e violência contra a mulher. Também consta entre as iniciativas, a criação de quatro novas casas da Mulher Brasileira. Elas serão inauguradas em Sobradinho II, São Sebastião, Sol Nascente e Recanto das Emas, no entanto, o governo não definiu data para início das obras.
A Secretaria de Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP) tem canais de atendimento que funcionam 24h. As denúncias e registros de ocorrências podem ser feitos pelos seguintes meios:
Telefone 197
Telefone 190
E-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br
Whatsapp: (61) 98626-1197
O DF tem duas delegacias especializadas no atendimento à mulher (Deam), na Asa Sul e em Ceilândia, mas os casos podem ser denunciados em qualquer unidade.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) também recebe denúncias e acompanha os inquéritos policiais, auxiliando no pedido de medida protetiva na Justiça.
Em casos de flagrante, qualquer pessoa pode pedir o socorro da polícia, seja testemunha ou vítima.
