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Na noite desta terça-feira (13/2), Nayra Suelen de Oliveira, de 29 anos, foi brutalmente assassinada a tiros pelo seu ex-marido, Walisson Silva, de 31 anos, na Parada 12 do Pedregal. O crime, motivado pelo não aceitamento do fim do relacionamento por parte do agressor, expõe a urgência em combater a violência doméstica e suas trágicas consequências.
Nayra retornava a pé da casa de uma amiga na companhia de sua sobrinha de 16 anos quando foram surpreendidas por Walisson. O agressor, em um ato de fúria, confrontou Nayra sobre o término da relação e, diante da recusa da vítima em manter contato, sacou uma arma e efetuou quatro disparos, ceifando a vida de Nayra na frente da sobrinha. Após o ato, o suspeito fugiu do local em um Honda Civic cinza.
A irmã da vítima e mãe da jovem testemunha, Mayara Cristina Oliveira, de 31 anos, expressou a agonia vivenciada durante o ataque. “Minha filha ficou parada esperando que também fosse assassinada. O que seria de nós [família] se tivéssemos de lidar com duas perdas?”, desabafou Mayara.
A história de Nayra é marcada por episódios de violência perpetrados por Walisson. Apesar das denúncias e dos três boletins de ocorrência registrados contra o agressor, Nayra não encontrou a proteção necessária. Mesmo com uma medida protetiva em vigor, Walisson continuou a ameaçar e perseguir a vítima, culminando no desfecho trágico desta semana.
Walisson, atualmente considerado foragido, está sendo procurado pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), que continua investigando o caso. Enquanto isso, Nayra deixa para trás dois filhos, de 11 e 9 anos.
